Ao final dos anos 1960, Pierre Bourdieu (1930-2002) já se tornava um dos principais representantes da sociologia contemporânea. Os textos deste livro [1] retomam conceitos fundamentais de sua sociologia estruturalista, como campo, habitus e tomada de decisão. Quem é da área de Literatura, por exemplo, não pode deixar de ler “A ilusão biográfica”, após o capítulo 3.
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| Sylvie Nikitine et Jacques Rutman, CC0 |
Veja esta passagem de outro texto do livro, “A Dupla Ruptura”:
“O tom grandioso e arrogante de proclamações autovalorizantes […] é típico das estratégias pelas quais […] os pretendentes mais ambiciosos – ou pretensiosos – afirmam um desejo de ruptura que, ao tentar lançar o descrédito sobre autoridades estabelecidas, visa obter uma transferência de seu capital simbólico em benefício dos profetas do recomeço radical.”
No prefácio à edição brasileira, Bourdieu faz o voto de que os leitores possam ver no livro um guia prático para uma “compreensão rigorosa do mundo, que […] é um dos instrumentos de liberação mais poderosos com que contamos.”
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https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pierre_Bourdieu_1969.tif
Auteurs: Sylvie Nikitine et Jacques Rutman. Réalisation: Jacques Rutman, CC0, via Wikimedia Commons.

