O estadunidense Edgar Allan Poe (1809-1849), mais famoso por seus contos [1], foi também poeta, editor e crítico literário. Expulso de West Point por indisciplina, enfrentou a pobreza, a morte da jovem esposa, o alcoolismo e, por fim, sua própria morte trágica, ainda hoje debatida. [2]
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| lucyrfisher, CC BY 2.0 |
Estigmatizado como escritor maldito, seus contos de terror foram um fracasso financeiro, e não eram vistos com bons olhos pela crítica, dominada pelo ideal de construção de um pensamento norte-americano independente, como propunham os chamados transcendentalistas (Ralph Waldo Emerson, Henry Thoreau, Margaret Fuller, entre outros).
Entretanto, Poe foi postumamente reconhecido como um dos grandes nomes da literatura. Seu conto “Os crimes da rua Morgue” é considerado precursor dos chamados contos policiais, ou contos de detetive. O mestre dos contos de terror defendia uma “unidade de efeito”. O conto precisaria ter uma extensão tal, que não dissolvesse a única impressão pretendida, sendo esta o ponto de partida de toda a narrativa:
“Dos efeitos inumeráveis, ou impressões, dos quais o coração, ou o intelecto, ou (de modo mais geral) a alma é suscetível, qual eu devo, na ocasião presente, selecionar?” (Edgar Allan Poe. “Filosofia da Composição”, 1846).
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[2] Uma das hipóteses sobre sua morte é a teoria do ‘cooping’: https://www.openculture.com/2020/10/what-caused-the-mysterious-death-of-edgar-allan-poe.html. Acesso em: 12 jun 2021.
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Edgar_Allan_Poe_The_Fox_Reformed,_Stoke_Newington_Church_Street.jpg
lucyrfisher, CC BY 2.0 https://creativecommons.org/licenses/by/2.0, via Wikimedia Commons.

