Na sugestão de leitura anterior, sobre Edgar Allan Poe (1809-1849), vimos que ele defendia uma “unidade de efeito”. Já o escritor russo Anton Tchekhov (1860-1904) alegava que, sempre que terminava um conto, cortava o primeiro e o último parágrafos.
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E os modernistas se interessarão muito por Tchekhov [1], pois o inconclusivo, a cena aparentemente sem propósito, o fragmentado, o elíptico poderiam falar mais sobre o mundo que uma história matematicamente planejada para uma conclusão surpreendente.
A modernista inglesa Virginia Woolf (1882-1941), escreveu sobre Tchekhov e os russos em ‘A Ficção Moderna’ (na coletânea de ensaios “O Leitor Comum”):
“se os russos são mencionados, corre-se o risco de sentir que a escrita de qualquer ficção, salvo a deles, é perda de tempo. Se queremos a compreensão da alma e do coração, onde mais nós a encontraríamos com profundidade comparável?”
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[1] Veja-se, por exemplo, a coletânea ‘Um homem extraordinário e outras histórias’ (Porto Alegre, L&PM, 2011).
Fonte da imagem:
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Chekhov_Monument_2009.jpg
ISasha, Public domain, via Wikimedia Commons.
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