Neste texto magistral, Theodor Adorno segue pontos da ‘Psicologia das massas e análise do eu’ (Sigmund Freud, 1921), que por sua vez critica a ‘Psicologia das massas’ (Gustave Le Bon, 1895).
![]() |
| Pacific and Atlantic, Public domain, via Wikimedia Commons. |
Como líderes opressores ou autoritários se apropriam da psicologia de massas?
Como indivíduos assistem a suas legítimas aspirações submergirem, cedendo lugar aos objetivos fixados por líderes manipuladores ou fanáticos?
Além desta abordagem de Theodor Adorno, várias outras são possíveis — veja também nosso post sobre controle mental abusivo, clique aqui —, e vale a pena separar alguns dias para destrinchar este famoso artigo disponível no site da editora Boitempo. [1]
Passagem destacada pelo blog da Jorupê:
“[…] as massas que o agitador fascista – antes de obter o poder — tem de encarar, são, primariamente, não massas organizadas, mas as multidões acidentais da cidade grande. O caráter fracamente coeso de tais multidões heterogêneas torna imperativo que disciplina e coerência sejam enfatizadas à custa do desejo centrífugo e não-canalizado de amar. Parte da tarefa do agitador consiste em fazer a multidão acreditar-se organizada como o Exército ou a Igreja. Daí a tendência para a superorganização. Constrói-se um fetiche da organização como tal; ela se torna fim em vez de meio, e essa tendência predomina do começo ao fim nos discursos do agitador.” [2]
– – –
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:November_1926_Mussolini_speech_crowd_in_Reggio_Emlia.jpg
Pacific and Atlantic, Public domain, via Wikimedia Commons.
A parte textual deste post está protegida sob Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional. Consulte link para mais informações.


